domingo, 2 de novembro de 2014

"Hoje eu vejo que não consigo entender
O que houve entre nós
Eu ainda consigo ouvir sua voz
Me dizendo o que eu já sei
Tudo tem um começo e o fim
Eu vejo a dor em seu olhar
E mesmo sem querer eu te deixo partir
Pra que possa tentar ser feliz
Outra vez recomeçar
E quando eu me perco em suas memórias
Vejo um espelho contando histórias
Sei que é difícil de esquecer essa dor
E quando penso no que vivemos
Fecho os olhos, me perco no tempo" 
Memórias - Malta
Sabe aquele momento em que sua vida simplesmente vai desmoronando na sua frente? Pois bem, é assim que estou me vendo a quase uma semana.
Parece que tudo aquilo que planejei e sonhei simplesmente caiu em um precipício sem ao menos me dar a chance de conseguir pegá-los...
A vida dá umas reviravoltas, que parecem que são uma grande tragédia que não passa de um tremendo pesadelo e que assim que acordar tudo vai acabar.
Mas não acaba quando você acorda.
Pelo contrário, você se dá conta de que tudo está ali para te fazer lembrar que seus sonhos estão caindo e você não pode pega-los.
Achava que se contasse para você eu me sentiria melhor, achei que iria me entender, me segurar porque particularmente não consigo mais sozinha. Mas para minha grande surpresa, você não está aqui.
Você não secou minhas lágrimas, você não me apoiou, você não me ouviu, você simplesmente não foi você. Não foi minha melhor amiga, não foi minha irmã.
Quantas vezes passei horas pensando nos seus problemas, pensando em uma forma de fazer você ficar bem, mesmo estando a quilômetros de distância, mesmo sem poder te dar meu colo, te dar meu abraço, te dar meu amor. Mas eu estava aqui para você, o tempo todo.
Agora que eu precisei de você, a sensação que tenho é que você simplesmente virou as costas e foi embora, sem dizer ao menos uma palavra pra me confortar, ao menos uma palavra que me fizesse acreditar que tudo pudesse ficar bem, por mais utópico que pareça...
De todas as pessoas, você era a única que nunca imaginei fazendo isso, a única que pudesse me entender diante de uma situação tão complicada, tão difícil, tão desastrosa.
Mas você não está aqui. Nem fisicamente, nem com mensagens, telefonemas, nem em espírito. Nada. Absolutamente nada.
Sabe acho que levei um tempo para entender que ninguém, nem mesmo você, estará aqui para segurar as lágrimas que insistem em cair, para juntar os meus pedaços que estão por todos os lados.
Talvez a lição mais doída seja que até mesmo melhores amigas podem se separar, podem perder aquele elo que parece indestrutível.
Não sei porquê mas tenho a sensação que esse elo quebrou, que as coisas mudaram e nada será como foi um dia. Não sei se essa é hora do adeus, só sei que dói, doí muito saber que nem mesmo você está aqui.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Hoje percebi que algumas coisas nunca vão mudar, não importe quanto tempo passe.
Hoje percebi que você continuará distante, mesmo estando próximo.
Hoje percebi que você só irá ver o que lhe for conveniente.
Hoje percebi que sonhar é algo impossível quando se trata de você.
Hoje percebi que algumas coisas não voltam.
Hoje percebi que você nunca irá voltar.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

 Essa é a noite dela, de extravasar seus medos, de voltar a se sentir viva, de colocar as ideias no lugar.



quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Aquela Data

Hoje pela manhã olhei o calendário e lá estava ela mais uma vez. Aquela data. Uma vez por mês isso acontece e aquele número que me acerta como uma flecha. Sei que para maioria das pessoas não passa de uma data qualquer, mas para mim já significou muito. Hoje costumava ser o nosso dia. Era sempre algo muito especial, mas o silêncio do celular pela manhã me joga na cara a realidade de que esse não passará de um dia normal. Um almoço solitário e um jantar sentado no sofá da sala. Ninguém para mandar flores e nem para buscar no cair da noite. No lugar disso um dia inteiro relembrando a sua rotina e tentando imaginar onde você estaria a cada momento. No fundo sei que não passa de um número bobo em uma folha de papel e que isso não deveria mais mexer tanto comigo, mas a saudade é um imposto que a vida cobra de quem foi muito feliz por um instante. Então me liberto e me permito relembrar: do seu sorriso, do seu perfume, da sua covinha e da forma como os seus olhos brilhavam quando encontravam os meus. Já que é impossível não pensar, tento te transformar em uma lembrança que não seja dolorosa. Lembro-me dos nossos dias juntos e o quanto você me fazia bem. Tento imaginar como seria esse dia se ainda estivesse comigo. Como foi mesmo que chegamos até aqui? Onde foi que o amor que eu imaginava ser para a vida toda se tornou uma triste lembrança de calendário? Acho que nunca conseguirei olhar para essa data como faço com todas as outras. Aquele número ali parece sempre me encarar e dizer: “não era para ser assim”, “não era esse o plano”. Será mesmo? O que eu sei é que amanhã o número será outro, e então terei um mês até que aconteça novamente. O que me resta é suportar essas vinte quatro horas de lembranças. Um dia inteiro para lembrar aquilo que fico outros vinte nove fingindo que esqueci.


By http://www.precisavaescrever.com.br/aquela-data/
Quando alguém te diz: "Não quero que você se machuque", tenha certeza que esse alguém sabe que no final você ficará em pedaços.

domingo, 19 de outubro de 2014

Desculpas, desculpas, desculpas...
Não adianta fazer as coisas erradas, sabendo que estão erradas, e depois vir se desculpar.
A vida é feito de momentos.
De palavras ditas em determinada situação, hora e lugar.
A vida não pára, independente do que aconteça.
Não adianta pedir desculpas e continuar fazendo as mesmas coisas.
Pedir desculpas não concerta as coisas, ou se pensa antes de falar ou se convive com o que foi dito.